quinta-feira, 20 de setembro de 2007

And when at last the work is done... Dont sit down, its time to dig another one



O caminho de um aventureiro é marcado por pontos determinantes em sua jornada, desde um início, alimentado com sonhos de grandez
a, onde tudo é heróico e bonito, beirando a inocência. Até a descoberta que as mazelas de se tornar um “herói” são tão profundas e dolorosas que causam marcas permanentes, onde até o mais puro paladino de Torm é capaz de compreender (porem não concordar) o porquê uma criança inocente e alegre se torna um caído, entregue, derrotado pelo alto preço do caminho da iluminação.

“Luzes, sombras, gritos e ódio giravam o ar da câmara empoeirada maltratada pelo enclausuramento. Ezith acabara de cair no solo, totalmente estático, com a pele revestida por pedra, contrariando a gravidade invertida pelo Nefasto. Como eu queria matar aquele homem, desgraçado, não conseguia me aproximar de forma alguma do bastardo. Maldita seja Maya que não retirava aquele globo ao redor do Farlack, era impossível me aproximar com toda aquela energia em volta dele. Foi quando o Gary começou a gritar, como se seus olhos mestiços enxergassem mais do que os meus: “É uma ilusão, É uma ilusão”. Ilusão o cacete, estava vendo o maldito ali na minha frente, de carne e osso, mas isso por pouco tempo. Não sei o que me passou pela cabeça, o q iria fazer nos próximos segundos, realmente não lembro, estava estranhamente de pé, no teto, aguardando uma possibilidade de dar uma única e necessária porrada naquele maldito bastardo, queria me banhar com o seu sangue, e jogar seu corpo para os ratos no porão. Estavam todos ali, no teto, o Padre tentando brigar com o Vampiro, Laramil cheio de medo tacando aquelas flechas inúteis dele, Link de pé na parede, indeciso, Eldar a um ponto de se juntar ao Ezith, duro no chão. Foi quando a onda de vendo veio por traz, tirando toda a atenção do maldito, me fazendo cair novamente, porem desta vez pro lado certo, me fazendo sentir mais fraco, mais distante do meu objetivo. Cai no chão e rapidamente levantei a cabeça procurando o Nefasto, notei que o globo de luzes e a fumaça tinham acabado de se dissipar, e com o seu sumiço veio um imenso clarão de fogo, seguido por um estrondo.”

Colt acordou suado, rapidamente se recompondo de seu sonho, relembrando a grande batalha que culminou na derrota de seu arque-inimigo. De pronto se dirigiu a janela de uma das torres da Goldspires na dourada Athkatla, janela que pertencia a uma das celas do grandioso templo de Waukeen, Ainda tenso após a longa e cansativa viajem, o Capitão tentava se acostumar a idéia de mais uma vez ser chantageado, já que havia sido preso na saída da tumba, quando foi recepcionado por um comitê de guardas reais, que prenderam a todos com a alegação de inúmeros crimes cometidos pelo grupo. Desta forma concluída uma busca que se iniciou no primeiro dia de Eleasias de 1369 e terminou em 8 de Eleint de 1370, o fim de uma jornada que deixou muitos amigos para trás e marcas que nunca saíram daqueles que nela encontraram uma forma de construir seus sonhos e ideais.


A igreja de Waukeen, em crise a aproximadamente doze anos, encontrava-se dividida entre aqueles que acreditavam que a senhora das moedas havia perecido, e aqueles que um dia ouviriam o seu chamado que indicaria uma volta triunfal. Desde 1365, com a chegada dos visionários de Liira em suas capelas, eles esperam pelo chamado da Senhora, pelo renascimento de seus caminhos, pela esperança de seus desejos e razões.

O sagrado Holycoin Tharundar Olehm, mais alto clérigo de Waukeen em toda Faerûn, havia finalmente, reencontrado o caminho da esperança e quem sabe o da fé. Uma de seus Five Furies, Halanna Jashire estava sendo perturbada a tempos, por horríveis pesadelos revoltos por medo, frio, angustia, aflição e escuridão. Ela tinha visões de alguém aprisionado, ela sentia o que o preso sentia, e ficava em um estado de quase torpor. Os pesadelos se tornaram constantes, e Halanna temia o anoitecer, como um rato teme uma cobra. Uma certa noite, sendo observada por um dos acólitos do templo, ela sussurrou as palavras: “Senhora... Dourada... Abismo... Graz’zt... Traída... Traída.. Ela vive, ela vive”. Finalmente após doze anos, alguém pode ter tido um contato divino com a deusa, e a dor de Halanna foi vista como esperança para toda Goldspire. Depois de muita interpretação dos historiadores da igreja, foi concluído que Waukeen saiu do Plano Material no Ano das Sombras, porém durante sua jornada para casa, no plano dos Outlands, ela foi traída pelo lorde abissal Graz’zt, e estava sendo mantida como prisioneira nas Camadas Infinitas do Abismo.

Por uma coincidência de Tymora, o chamado da senhora ocorreu na mesma época em que um grupo de aventureiros, após grandes feitos, estava sendo caçado pelo conselho dos seis, os lideres de Amn, então, prontamente, a Igreja da dama da troca, negociou com o governo policrata.

Após um julgamento na própria Goldspires com um júri Amniano, foi decretado que o país de Amn daria liberdade aos 8 criminosos, caso eles cooperassem com a igreja patrona do país. Sem alternativa (a não ser uma fuga pelas janelas da torres proposta pela tripulação do Craca) e motivados por uma nova e grandiosa jornada o grupo aceitou a missão.

A igreja de Waukeen forneceu suprimentos ao grupo, e tempo, enquanto eles traçavam um caminho mais seguro até o local onde a Senhora Dourada estava sendo mantida. O Andarilho planar Thurmadar foi contratado para instruir-los sobre os planos de existência, e avisar-lhes sobre os perigos do Abismo. Durante um mês, o grupo ficou nos Goldspires, preparando-se para essa nova jornada. Sendo procurados pelos Ladrões das Sombras de Amn, Cavaleiros do Escudo e pela igreja de Cyric (com um rumor que suas cabeças valem um milhão de peças de ouro) o grupo evitou perambular pelas ruas de Athkatla.


O grupo ainda teve boas surpresas como a visita da antiga amiga Aluena Halacanter, que trouxe notícias de Dorin que estava altamente emocionado com a morte do Farlack e do eloqüente Pop’s, que agora vaga pelo Norte fazendo pesquisas mágicas na High Forest. Após um período de preparação o grupo conheceu o seu ardo, porém mais seguro (ou menos perigoso) até o Abismo.


Para não serem detectados pelo Lorde Abissal Graz’zt, o grupo não poderia ir direto para o plano inferior, então um plano foi traçado. Do porto de Athkatla, eles pegariam um navio, um navio de piratas Githyankis, experts em viagens pelo plano astral, eles fariam o conduit perfeito entre o material e os planos exteriores. Do Astral eles seriam levados até a mística The Cage, ou como é mais conhecida, Sigil, a cidade dos portais. Em Sigil eles deveriam procurar por um clérigo de Selune chamada Kyriani, ou apenas, Kyri. Ela levaria o grupo até um portal para o plano de Ysgaard, plano natal da deusa Selune, plano onde se situa a base de uma lendária escadaria que liga todos os planos, as Escadarias Infinitas, ou Escadarias Celestiais. Uma vez nas Escadarias, o grupo deveria procurar um guia, de preferência um das Lilends (uma criatura planar que se parece com uma Avariel porem com a base de uma cobra) que guardam o local. As Escadarias ligam todos os planos exteriores, por elas é possível chegar ao mundo de Azzagrat, nas camadas do abismo onde a Senhora se encontra, sem que o lorde Graz’zt perceba. Uma vez na escadaria, eles devem buscar um caminho frio, escuro que os leve até um aposta, que contenha uma marca de uma mão com 6 dedos, e supostamente levara até Azagraat.

Então, com a ajuda dos Githyanki e de Thurmadar, no dia 2 de Uktar de 1370, o grupo de heróis deixou o plano material, pelo mar da espada, sendo conduzido por toda a nebulosidade atemporal do plano Astral, até a sua chegada a Sigil, pelo famoso rio Styx. Agora, sobre as regras da entidade local, a Senhora da dor, no que muitos chamam de centro do universo, a cidade dos portais, os aventureiros começam uma nova jornada rumo a um caminho do altruísmo e da iluminação.


quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Lágrimas da Lua Rachada


“For humanity, life is change. For Elvenkind, life is and ever shall be. That basic philosophical difference shall stand between elves and humans as a near-unconquerable breach between the races’ understanding of each other.“
-Haalaari Nhachashaal, Moon Elven Historian of Candlekeep circa the year of the Gauntled (1369)

A história de humanos e elfos sempre caminharam juntas em Faerun, mesmo com adjetivos opostos, o relacionamento entre ambas as raças já causaram as mais distintas conseqüências desde o marco do computo atual (Computo dos Vales, que celebra a entrada dos humanos nas florestas de Cormanthor) ao exílio dos Elfos do principal continente de Toril.

Entretanto, as mazelas desse relacionamento agnóstico se refletem na mistura de ambas as raças, num “mix” de interações sociais por ambas as parte. Os “meio-elfos”, são geralmente criaturas bastante sociáveis, bastante mais razoáveis que os elfos e menos afoitos que os humanos. Hoje eles tendem mais para o lado humano, pois o ostracismo de seus radicais meio irmãos, os mantém longe de uma parte de sua cultura matre.

Garick Oakenheel é uma exceção a sua raça. De personalidade forte, ele estuda suas raízes elficas e procura transformar a frustração do ostracismo em determinação para uma mudança de paradigma, e sonha, como na velha Myth Drannor, que elfos e humanos possam coexistir juntos, pacificamente.

“Gary”, como foi carinhosamente apelidado por seu amigo de infância Lirilupis Popopslepics dos Popopslepics de Beregost, Nasceu na anciã floresta de Cormanthor, na comunidade das Tangled Trees no dia 1 de Nightal de 1342 (O ano do Behir). Na verdade Garick pouco fala sobre seu passado distante, e de suas raízes elficas, não que ele as tenha deixado pra trás. Até um hafling cego percebe que ele segue muitas tradições de seus meio irmãos. Porém, talvez em respeito ao ostracismo desta mesma cultura ele a mantenha em segredo, junto com suas raízes. A única coisa que expõem de seu passado é o brilhante colar azul em formato de falcão que carrega em seu peito.

De sua Família, seu assunto preferido, é seu pai de criação, o velho arcano Aglamir o Barba. Muito amado por Gary, Aglamir, que era amigo de seu verdadeiro pai, hoje vive sua velhice em uma modesta casa na cidade livre de Beregost, onde criou seu “filho” com muita determinação e respeito. Aglamir passou os ensinamentos de Oghma ao pequeno Oakenheel, que rapidamente já era letrado em Chondathan, logo sua primeira profissão foi ser o mais jovem escriba da cidade. O Barba também ensinou todo o verdadeiro conhecimento da senhora da Arte, e fez o possível para que Gary o usasse sem a necessidade do presente da senhora, esforce em vão. O lado vibrante, ansioso, humano de Gary prontamente se apaixonou pela Arte, e especificamente pela escola da ilusão. Seu puro coração fez com que ele se distanciasse de dois caminhos tenebrosos da Arte, Evocação e Necromancia.

Com o passar do tempo e de sua adolescência, Gary, agora também um grande estudioso de lendas aventureiras,se tornou cartógrafo e alimentado pelas histórias de taverna ( e pelo seu impulsivo amigo Gnomo Pops) conheceu um caminho que o impulsionara a se tornar um aventureiro, o caminho de Shaundakul. Fundamento por esses 3 deuses, a filosofia naturalista de Aglamir, o virtuosismo de seu amigo gnomo, sua ansiedade humana e sua grande pureza elfica, Gary se tornou um aventureiro respeitado e querido por toda a Costa da Espada. Participou de conquistas nobres, batalhas épicas e acima de tudo, encontrou grandes e verdadeiros amigos, que lhe ensinaram que a diferença entre as pessoas não pode ser uma barreira para que as mesmas se respeitem e se unam. Um de seus maiores momentos foi a união com os Elfos Selvagens da Floresta das Brumas na luta contra hordas de diabos e goblinoides na defesa da Estalagem do Caminho, principalmente ganhando o respeito e a admiração do saudoso Sir. Elorfindar Floshin of the House of the Long Silence e com isso sua primeira entrada na comunidade élfica.
















Hoje Quilerion Amanodel (seu nome elfico) conseguiu varias conquistas pelos reinos, se tornou um agente de uma sociedade semi-secreta que partilha de interesses muito próximos aos que ele almeja; mudou seu sua forma de ver a arte, tornando-se um abjurador; derrotou seu nemesis Farlack Deniv, e conseguiu o respeito de seus antepassados, sendo visto hoje por muitos elfos como um “amigo”. Porem, O senhor Bluefalcon não sacia seus desejos apenas com essas conquistas, ele gostaria de ser lembrado pelos livros nas livrarias do Forte da Vela, como um daqueles que ajudaram os homens e os elfos a se entenderem novamente; por trazer mais paz e compreenção a um mundo coberto pela ganancia e pelo medo; ou talvez por mostrar a verdadeira importância da magia como uma manifestação de conhecimento e não de poder. ou então por ensinar as noções básicas da cultura elfica a seu amigo elfo Laramil.

Gary hoje é o ponto de equilíbrio de um grupo de amigos tão distintos mas que andam juntos por compartilharem da mesma paixão pela vida e consequentemente por seus dias juntos de aventuras.


Quillerion Amanodel of the House of the Everlasting Hope | Garick “Bluefalcon” Oakenheel

Half Ar’Tel’Quessir – Half Chondathan

27 anos - Arcano, Escriba, Cartógrafo, Guia e Harpista.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Sete, o número da sorte.



Após a histórica sessão de domingo, eu ainda não atualizei esse blog, então fica aqui um post para relembrar os acontecimentos fanfarronicos do ultimo jogo, enquanto eu não post o resumo do mesmo.

Rolamento de dado do Rodrigo. Ele precisava tirar 8 para salvar a Rycorn, o resultado diz tudo.

A CPI dos itens mágicos foi um sucesso, não perdoou ninguém, ou quase, o Gary e a Maya saíram ilesos (Maya apenas no quesito itens mágicos rsrsrrsrs).
Nunca vou esquecer o Funa rindo que nem uma hiena, enquanto o Foca rolava no chão e o Bola pulava comemorando a ruína do Guava. Rion Donovan havia acabado de perder sua preciosa Rycorn, espada em sua família a cinco gerações, tudo por uma causa maior, a morte do Farlack. Maldito (ou bendito) seja
Mordenkainen
, por ter inventado uma magia tão divertida como esta.

Bola perdendo a linha, comemorando a desgraça de seu amigo, com um gesto de consolo.

Até o próximo jogo teremos dois posts, um com o resumo do ultimo jogo e o outro um especial sobre o Quilerion Amanodel / Garick “Bluehawk” Oakenheel, vulgo “Gary”.

Enquête:

Temos nova enquête no ar, relembrando outros momentos memoráveis desta campanha.

Resultado da primeira enquête foi que o mais habilidoso dos marpeiros, o mais apto para ser líder deste grupo de loucos, é o temperamental Capitão Colt, a Craca do Mar da Espada.

Frases:

“Vai agourar a casa do caralho!” – André Ricardo

“Evil Eye” – Elias

“Numa boa, não vou jogar mais com esse personagem não.” - Rodrigo

"Hauhauhauhauhuahhauhaahauhauhaha... hauhauhauhuahuh" - Rodolfo


Semana de folga para o mestra, que estará fritando seu pudim em Mangaratiba.


Para encerrar vou postar uma citação do Luis Fernando Veríssimo em homenagem ao rodrigo.

Ainda pior que a convicção do não
a incerteza do talvez é a desilusão de um quase.
É o quase que me incomoda, que me
entristece, que me mata...
(Luis Fernando Veríssimo)